Anônimo Ane C. disse...
Caros leitores,
Como está se aproximando o natal e estamos neste clima tão agradável de final de ano, é sempre bom ler algo bem leve que faça com que o nosso espírito se purifique das tensões de todo o ano. Foi pensando nisso que selecionei este capítulo do livro “O pequeno príncipe” de Antoine de Saint-exupery. Boa leitura!
Cap. XIX
O principezinho escalou uma grande montanha. As únicas montanhas que conhecera eram os três vulcões que lhe davam pelo joelho. O vulcão extinto servia-lhe de tamborete. "De montanha tão alta, pensava ele, verei todo o planeta e todos os homens..." Mas só viu agulhas de pedra, pontudas.
- Bom dia, disse ele inteiramente ao léu.
- Bom dia... Bom dia... Bom dia... respondeu o eco.
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
- Quem és tu... quem és tu... quem és tu... respondeu o eco.
- Sede meus amigos, eu estou só, disse ele.
- Estou só... estou só... estou só, respondeu o eco.
"Que planeta engraçado! pensou então. É todo seco, pontudo e salgado. E os homens não tem imaginação. Repetem o que a gente diz... No meu planeta eu tinha uma flor: e era sempre ela que falava primeiro".
Entendendo o texto...
Bem, para quem tem dificuldade de entender textos, piadas ou mesmo propagandas de TV, postarei um comentário explicando o sentido do texto acima citado... sei que não postando um comentário dificultaria a vida destas pessoas. E é claro, estamos numa época de inclusão.
É o seguinte:
Algumas pessoas, nesta última eleição, saíram em busca de outro planeta, porque estavam “tristes” com sua “rosa”. Foi aí que em um dos planetas encontraram um deserto (o deserto faz referência ao capítulo XVII do mesmo livro) e tentaram “aproximação” com serpentes e camelos. E conseguiram. E como conseguiram. Como relata no livro, logo depois desta aproximação, o pequenino príncipe resolve partir em busca de novas aventuras e de algo que realmente o preencha. Pois bem, vamos observar o que vai ocorrer quando muitas destas pessoas não ficarem satisfeitas com a “aproximação” destes habitantes do deserto e não conseguirem preencher o bolso. Será que o camelo ficará sozinho?
Ficará triste pelo abandono e por ter sido um pau mandado? E as serpentes, será que estas sairão ariscas rastejando por novos caminhos? Bem, no caso das serpentes é bem provável que ajam dessa forma. Mas uma coisa nos leva a refletir: será que o camelo terá resistência para enfrentar o deserto? Porque depois nem a baba dos ex-futuros babões restará para saciar a sede e ajudá-lo a não se afogar na fina areia. Podemos entender ainda que o rei Juanas será mais um “sem imaginação” (se não já o é) a repetir e fazer o que os outros mandam(como comenta Gusmão categoricamente “ele será mais um manipulado”). E as pessoas que deixaram seu antigo planeta... Será que estas lembrarão de sua querida rosa e do tempo em que esta lhes falava primeiro?
É importante ressaltar que se faz necessário muito observação, antes mesmo de julgarmos qualquer coisa. Creio que o que aqui citei não é segredo para ninguém. Nem tão pouco o que o Gusmão aqui posta. Como já escrevi antes, a verdade nua e crua... incomoda. Quer vocês gostem ou não, escreverei.
Feliz natal e um próspero ano novo a todos!
14 de Dezembro de 2008 07:37
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