A VERDADE NUA, A VERDADE CRUA E A VERDADE NUA E CRUA.
Quem tem medo da verdade? Pergunta que estremece e apavora quem armazena pontos de friccionamentos não permitidos, quando se trata de pôr em arrumação a conduta congelada, em que os alfinetes não deixam riscos e as navalhas não atingem os pêlos naturais que encobrem o mundo ouriçado dos sobreviventes, que o termo faz sancionar, quando chamados a fadadas explicações.
A crueza da verdade penetra nos locais mais exóticos, mundanos e transparentes, realizando transplantes e operações plásticas;
diminuindo as rugas em porões e corredores de velhos casarões mal-
assombrados, tentando esconder estórias difíceis de se contar.
O esconderijo dos amantes está cheio de manchas de sangue, e a verdade ronda por ali acorrentada, escusando-se receber os seus credores, oferecendo desvendar segredos escritos em pequenas fachadas, reservadas aos romances novelescos.
Somente a mentira pode contestar o poder da verdade, de decididamente impor-se, mostrando astúcia; assinando relatórios; encaminhando testemunhos; soando o apito que anuncia a partida, antes do primeiro banho em água fervente.
A verdade, o que traz de grandeza a uns, leva de empreitada a outros o direito de se enrolarem em cobertores ensopados, receosos de que os ais do passado sejam vendidos e tabelados no varejo, contaminando até as vacas nos pastos, onde as raças não se misturam, nem tiram partido desse tipo de arrepio amoroso.
A VERDADE É COMO A ESCURIDÃO DA NOITE CHUVOSA:
não se pode ler a escrita molhada, protegida por dura lei, guardada em cofres de segredos intransponíveis. Muitas lamentações, com poucas soluções.
Esta é uma crueza das peças pregadas e da incontida persuasão que leva todos ao cumprimento do tratado que a verdade assume, impondo exigências ao seu arquivamento.
Como verdadeiro só posso afirmar: A verdade nua e crua põe em retirada os seus contestadores e os conduz à presença do juiz, tornando-se cada vez mais nua e crua, mostrando toda sua destreza, expulsando do trono todos os assambarcadores, ditos dos seus domínios.
Segundo Bess Sondel, as palavras podem suscitar todas as emoções; pasmo, terror, nostalgia, pesar... As palavras podem desmoralizar uma pessoa até a apatia ou espicaçá-la até o deleite, podem exaltá-la a extremos de experiência espiritual e estética. As palavras têm um poder assustador. E tudo isso é muita verdade, não acredito haja alguém que duvide. As palavras têm uma força, uma resistência, um poder que suplantam quase tudo que existe no mundo. Passam exércitos, passam impérios, passam repúblicas, mas as palavras não passam. Elas são permanentes, mais firmes do que os granitos dos palácios e dos monumentos. As palavras de Sócrates, escritas por intermédio de Platão, suplantaram todos os governos gregos e suas obras militares ou civis. Passarão as pirâmides e a esfinge do Egito, mas as palavras do "Livro dos Mortos" não desaparecerão. Parabéns pelo seu blog! Continue contando verdades, elas incomodam muita gente. Essa é parte mais divertida...rsrs... e suas palavras são de muito bom gosto. Não se preocupe, quando eu não gostar, comentarei também! Abraços.
Observação do Gusmão: Este Blog está aberto para comentários inteligentes, que eu goste ou não, mas, que seja inteligente. Todo comentário inteligente colocarei exposto como postagem. Obrigado e um forte Abraço do Gusmão
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