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domingo, 1 de fevereiro de 2009

URUBUS e SABIÁS

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam...


Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto,
decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes
cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram
do-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas e fizeram competições entre si, para ver
quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos
outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos,
e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um
respeitável urubu titular, a quem todos chamam por Vossa Excelência.
Tudo ia muito bem até que a doce tranqüilidade da hierarquia dos urubus foi
estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos, tagarelas, que
brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás...Os velhos urubus
entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos,
sabiás e canários para um inquérito.
“⎯ Onde estão os documentos de seus concursos?” E as pobres aves se
olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvesse.
Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E
nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam,
simplesmente...

⎯ Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um
desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que
cantavam sem alvarás...


MORAL DA HISTÓRIA: EM TERRA DE URUBUS DIPLOMADOS NÃO SE OUVE CANTO
DE SABIÁ.

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COMENTÁRIO DO GUSMÃO. (REVERSO)

Ao acender as luzes do novo (des)governo que ora se implanta, (des)governo do rei Menino), os urubus-politicos, todos bem "becados", mas sem dotes para administração ou qualquer cargo ou função, decidiram que mesmo contra suas naturezas de "Yellow-acéfalo", haveriam de se tornar "grandes" chefes, (Secretários, diretores, adjuntos, etc). Para isso, juntaram "professores" de administração, importaram alguns "mestres" de Águas Belas, Itaíba, etc, gargarejaram o "dó-ré-mi-fá", embora desafinados, fizeram competição entre si para ver quem seria o mais importante e teria a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles se organizaram e se deram nomes pomposos, O sonho de cada "urubuzino-politico-aprendiz" é de se tornar um "respeitavel urubu-rei, a quem todos chamariam de "Vossa Excelencia". Tudo ia muito bem, até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta, digo: No municipio, foi descoberto que existiam outros pássaros (sabiás) mais capazes que os urubus. E que estes outros pássaros sabiam "cantar" (faziam as secretarias funcionar). Então, os Urubus, entortaram os bicos, o rancor encresparam suas testas, convocaram todos os urubus-chefes, e decidiram expulsar os outros "pássaros".
- Não, assim não pode ser, "cantar" no nosso (Des)governo sem a "amarelidão" devida é um desrespeito à ordem. E os urubus, em uníssono, expulsaram das secretarias, os outros pássaros (sabiás) que cantavam sem alvarás.
Moral: EM TERRA DE URUBUS ANALFABETOS NÃO SE OUVE CANTO DE SÁBIAS DIPLOMADOS.
D. Gusmão, direto da cidade da piada pronta.

Um comentário:

  1. Olha que no teu blog foi o único lugar que encontrei a moral da história escrita corretamente: MORAL DA HISTÓRIA: EM TERRA DE URUBUS DIPLOMADOS NÃO SE OUVE CANTO
    DE SABIÁ. No outros sites está: ..."houve" fiquei perplexa!

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