Audiney Salattiel disse...
Maturidade política.
Com a posse do novo prefeito de Buíque Jonas Camelo Neto começa no município uma nova fase de desafios e esperanças; uma etapa da história política que manifestou seus primeiros sinais de novidade e maturidade da democracia brasileira e da responsabilidade das lideranças. Ainda é cedo para fazer prognósticos sobre o novo governo. Creio tão somente, que Jonas e sua equipe já manifestaram preocupação com as enormes dificuldades que enfrentarão. Mas os motivos de esperança não são poucos. O primeiro está justamente no grande pacto político. A constituição das Secretarias, com representantes de diversas forças políticas, foi um passo. E todo a sociedade está sendo convidada, através de seus organismos representativos, a dialogar com o novo governo em vista de um amplo contrato social. Outro motivo de esperança: o novo modo de ver o exercício do poder como um processo coletivo. Num município no qual o personalismo das lideranças políticas e o jogo de interesses sempre comprometeram o bem comum, são novidade declarações como a de Jonas, ainda em campanha:"Não seremos um governo no qual predominará a palavra "eu" - eu faço, eu quero. Prevalecerá a palavra nós". Esse "nós" no exercício da política, se levado a sério, significa uma revolução na política, porque resgata a fraternidade como uma de suas dimensões fundamentais, além de resgatar o próprio sentido da representação política como representação do "coletivo", do "nós". Em 1962, Tommaso Sorgi, então deputado federal na Itália, escreveu:"Nós, que vivemos na medula dessa 'bendita' vida pública, constatamos a cada momento, que no plano humano - inclusive no plano dos valores éticos mais nobres - não existe nenhuma esperança de redenção para esse mundo restrito, de falta de sinceridade, de lutas, de corrida ao poder. Infelizmente constatamos também que nem mesmo os valores religiosos conseguem modificar o homo politicus, que muitas vezes os acolhe só porque lhe servem, e os coloca de lado tão logo eles parecem um obstáculo(...) a ação de conquista individual(...), isolada, parece insuficiente. Faz-se necessário um lampejo da Sabedoria para sacudir toda a humanidade". Essa Sabedoria, de que o homem público (Jonas) precisa para administrar o bem comum e a justiça social, não está nas qualidades - embora importantes e necessárias - do político, mas provém justamente do consenso, da unidade, do diálogo. Um diálogo que será o nosso trunfo para construirmos um município mais digno do homem, e pelo qual todos nós devemos nos sentir responsáveis.
COMENTÁRIO DO GUSMÃO:
Audiney,o que voce escreveu e muito bonito para se ler, porém, na politica e especialmente em Buíque, ISTO É UMA UTÓPIA.
Quanto a preocupação do prefeito eleito, concordo em parte. As preocupações são por outros motivos, especialmente por saber, e ter consciência que será impossivel cumprir o que ele prometeu nos palanques aos seus eleitores e aos munícipes. Tenho pena de Jonas, pois ele sabe que está atolado até o pescoço neste lamaçal que é a politica de Buíque.
D. Gusmão
15 de Janeiro de 2009 17:41