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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ao Povo da Minha Terra.

ADVINHE QUEM SOU... OU QUEM SOMOS.

Eu sou homen sem escrúpulos.
Vivo pela ostentação deslumbrado e insaciável por tudo benemérito, mas sou da verdade sempre esquivo, aqueles da mentira sempre dúbio.
Infortúnio é somente o descuido, quando escroque me revelo de pronto.
Sem índole, sem remorso, sem pena, sem dor, sem brio, sem honra.
Mesquinho e venal, obtenho o que quero por qualquer meio escuso.
Eu sou homem sem escrúpulos.
Meu caminho funda-se e é respaldo da universal infâmia. O vácuo como essência. O ar solene abraço, mas sob o ouro da arrogância não há nada.
Aqui é a terra dos homens sem escrúpulos, aqui a ética não brota.
O jardim que a aparência esmera, do mal miméticas flores cultiva.
Enquanto movem-se espectrais pelo cinismo, riso por minha boca desdita.
E na ânsia pelo lucro indevido funesto regozijo habita:
O sucesso a qualquer custo, nada mais importa.
Sou o aborto da ganância.
Minha real emoção caracteriza as cifras.
O malefício em mim impregnado, palavras inexpressas o perfil proclama, sua inumerável face:
Corrupto de toda ordem para todos o fim.
Bajulador e outro mentiroso. Farsantes. Laranja.Perverso. Pernicioso.
Certos senhores da justiça que fazem da verdade o ermo.
Criminoso de toda espécie. Tirano. Falsos democrata, o que vêm mérito em governar miséria. Aparenta tantos e sou o mesmo, sou homem sem escrúpulos.
Quando mais poderoso, mais inescrupuloso sou, avesso a qualquer virtude escassa, e usufruo da facilidade porque nos servem gente lacaia.
Condição que se esmera substantiva do próprio degrado nos mais desprezíveis da terra.
E mais servis são pelas migalhas que nossa vilã soberba lhes amassa.
Por isso também sem brio, sem honra, sem pena, sem dor, sem índole, sem remorso.
E na baixeza dos meios empregados, sou execrável de todo, sou de todo falso ilustre.
Eu, lacaio e poderoso, sou igual a todos inescrupulosos de mesma escória formados, idênticos vazios de alma. Assim...
Somos todos vis de mesma laia! Ao suborno dos responsáveis, das cidades infringimos os códigos, sem que se saiba o mal que causamos e a hipocrisia veicula como numa alusão a pródigos; do erário público nos apropriamos; poluímos o ar e a água; extinguimos a honradez e devastamos virtudes, causamos a fome de milhares, e injúria ao lesar “tesouros”, mas... NÃO PAGO O SEU SALÁRIO.
Máxima... não. MÍNIMA. (Devo e não pago, nego enquanto puder)
A volta do D. Gusmão.
Em 14 de outubro de 2010.

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