Pra se fazer uma inauguração
Pensando na próxima eleição
Não precisa de arrodeio nem dinheiro não.
Basta um trio elétrico emprestado,
Ou qualquer meio caminhão
Fechando uma rua estreita
E um bandeirado mal feito
Meia dúzia de puxa saco
E mais meia de babão.
Um locutor abestado
De conversa comprida
Uns alto-falantes bem alto
Que espalhe alarido
Bandeirolas na cor do partido
Pois é...
Era tudo amarela.
Uma gambiarra véia Banguela.
Uma luz acessa e outra não.
Somente percebida na hora do acender.
Pra completar.. .Só faltou a faixa de bramante
Escrito qualquer dizer.
Os discursos?
Não tem muito que comentar
Discurso de quatro linhas
Sem prumo sem direção
Aplausos dos puxa sacos
E Tome “foguetão”.
Com voz de vento encanado
Com os vivas dos babões
Chegavam ao fim do discursório
Sem começo, sem meio, sem fim
Mas... mesmo assim...
Tome aplauso, e mais um foguetão.
No mais... botaram fogo no resto das bombas
E nos resto dos foguetários
Só me resta saber, se vai ter dinheiro
Para pagar os funcionários.
Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Mão leve, Mão de cêra, vigaristão competente
Só falta mandar agora
Oficio aos funcionários com o seguinte comentário:
Estando nesse momento de pura aflição
Sem fundos, sem rumo sem direção
Solicito de você (otário), depositar na minha conta
Parte do seu salário.
D. Gusmão, direto da cidade da piada pronta